Ausência de iodo no organismo Consumo previne vários problemas sérios
Dois bilhões de pessoas em todo o mundo não consomem iodo suficiente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa deficiência pode causar sérios problemas no cérebro além de provocar o desenvolvimento de hipotireoidismo. De acordo com o diretor geral do corpo médico da ONU, Lee Jong-Wook, a falta de iodo é uma grande ameaça à saúde e ao desenvolvimento da população no mundo inteiro, em especial para as crianças e mulheres grávidas.
Um relatório recente da OMS mostra que o número de países onde a falta de iodo é um problema de saúde pública caiu de 110, na década passada, para 54, em 2003. Isto graças a programas que incentivam a colocação de sal iodado na comida.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estima que, em todo o mundo, 66% das casas têm acesso ao sal iodado, mas a OMS avalia que mais iniciativas devem ser tomadas para aumentar esse percentual, que ainda é baixo. Segundo informação divulgada no informe “Iodine Status Worldwide” a deficiência de iodo é um problema brando em 40 dos 54 países afetados, mas representa uma ameaça (de moderada a grave) nos outros 14. No continente africano a situação é ainda mais preocupante: seis países da região estão nas categorias de moderada a grave, enquanto na Europa apenas a Albânia. O continente europeu, aliás, tem o mais alto número de países onde o problema é pequeno, entre eles Rússia e Ucrânia. Ao mesmo tempo, o consumo de iodo é muito grande em 29 nações, o que pode levar à disfunção da tireóide, afirma a OMS.
Nilbe Shlishia
(Agência Unipress Internacional )
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